BEM VINDOS AO REGGAE DE PRIMEIRA.

AQUÍ ESTAREMOS INFORMANDO A VERDADEIRA HISTÓRIA DO REGGAE NO MARANHÃO, SEM MENTIRAS, SEM HIPOCRISIAS, SEM FALSOS ÍDOLOS, PRÍNCIPES, REIS E PROFETAS /// ESTAREMOS TRAZENDO O QUE HÁ DE MAIS LÍMPIDO E TRANSPARENTE PARA VOCÊS PRINCIPALMENTE IN St. LOUIS E NO CENÁRIO MUNDIAL. ENTÃO TE LIGA NA PARADA COMPADRE !!



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ROOTS REGGAE MUSIC /// UM POUCO DESTA HISTÓRIA

Considerado por muitos como a era de ouro da música jamaicana, o período correspondente ao Roots Reggae (1968-1985), marcou a diversificação e a expansão do ritmo de Jah para novas fronteiras musicais e geográficas
  Hoje em dia, depois da popularização mundial do reggae, este termo passou a ser utilizado também para designar toda a produção musical da Jamaica nos últimos quarenta anos, o que ressalta a unidade musical do gênero ao longo deste tempo. Contudo, o reggae propriamente dito foi batizado em 1968, com a canção “Do the Reggay” (assim mesmo, com a grafia errada), de Toots Hibberts (foto) e os Maytals.

   Atualmente, esse período inicial do ritmo de Jah é chamado de roots reggae (reggae de raiz) ou simplesmente roots. Embora hoje a maioria dos regueiros chame de roots qualquer reggae que não seja baseado em ritmos eletrônicos, essa classificação do estilo como pertencente a uma época específica ainda é a mais aceita e usada nas principais fontes de informação sobre o tema.
  Existem muitas versões para a origem do nome reggae, entretanto a mais aceita é a que este seria uma adaptação da palavra “ragged”, que indica uma roupa suja e rasgada ou a pessoa que a usa. O nome é uma indicação clara das origens do reggae, que nasceu nos barracões de zinco das favelas jamaicanas, em um período de intensa experimentação musical, absorvendo as contribuições do ska e do rocksteady e canalizando tudo em um novo gênero musical.

  Tudo isso aconteceu também porque uma nova geração de músicos estava surgindo no final da década de 1960 e início da de 1970. Eram artistas como Aston "Familyman" Barret, Leroy "Horsemouth" Wallace, Earl "Chinna" Smith, Max Romeo, entre outros, que buscaram marcar presença alterando a interpretação do ritmo. O que eles fizeram foi dar mais importância à bateria e à guitarra na mixagem, elaborar linhas de baixo mais pulsantes e menos melódicas e cantar de forma mais áspera. Mais uma vez a situação econômica, social e cultural da ilha teve influência marcante, pois a principal mudança ocorreu nas letras, que estavam mais impacientes, menos inocentes e mais contundentes que as do rocksteady.
  As expectativas por uma vida melhor, alimentadas no calor da independência da Jamaica, não estavam se cumprindo, o êxodo rural se intensificava, o desemprego aumentava e as condições de trabalho não melhoravam. Os artistas se tornavam porta-vozes da desilusão e da raiva do povo e influíam no direcionamento destes sentimentos. O movimento religioso conhecido como rastafari também alcançou grande repercussão entre a população carente e os artistas do reggae. O forte comprometimento com a denúncia e com a transformação social, juntamente com a mensagem religiosa, se tornaram os fundamentos do reggae. Muitos artistas apareceram nessa época (veja a lista ao final do texto) e contribuíram para ampliar a força do ritmo.


  Em termos musicais, as primeiras canções que anunciaram a nova tendência foram clássicos como "People Funny Boy", de Lee Perry (foto acima), "Nanny Goat", de Larry Marshall e "No More Heartaches", dos Beltones, que aceleravam um pouco a batida do rocksteady sem chegar ao andamento frenético do ska. A canção de Perry usava efeitos sonoros como choro de bebê e garrafas se quebrando, deixando claro que os técnicos de som e produtores iriam interferir mais no resultado final do que antes. Esta tendência acabou se confirmando e desembocou no Dub.

   Muitos artistas estavam chegando do campo e traziam para a cidade uma sensibilidade diferente e uma carga cultural local mais intensa. Alguns vinham de comunidades com forte influência da cultura rural, que ainda ouviam bastante o mento (ver na Primeira Parte da História do Reggae), diretamente ligado à matriz africana. Cantores como Eric Donaldson e Justin Hinds faziam parte desta leva, com fortes laços com o interior da ilha. Ao mesmo tempo, estava em gestação entre outros músicos e produtores um novo estilo, mais cosmopolita, que iria fazer com que o reggae alcançasse finalmente o público fora da Jamaica.


  Até o início dos anos 1970, o ritmo de Jah estava restrito à sua terra natal e às comunidades jamaicanas encravadas nas grandes cidades inglesas, americanas e canadenses. Na mesma época em que o reggae nascia na Jamaica, os artistas exilados também começaram a produzir música, principalmente na Inglaterra, onde uma forte cena foi construída desde o final dos anos 1960 por nomes como Dandy Livingstone, Laurel Aitken, Winston Groovy e outros (que são assunto para outro artigo). Esta conexão inglesa se tornou uma ponte para o mercado internacional, que seria finalmente atingido com a ascensão do grupo conhecido como Bob Marley and The Wailers.

   Em 1971, depois de sete anos de carreira na Jamaica e sem conseguir com a música mais do que o minimamente necessário para a sobrevivência, os Wailers (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer) juntaram algum dinheiro e fizeram apresentações pela Inglaterra, onde seu trabalho era razoavelmente conhecido. Lá foram abandonados pelos organizadores da excursão, mas conseguiram se salvar graças a um contato com o anglo-jamaicano Chris Blackwell, dono da gravadora Island. Tal encontro iria mudar o reggae para sempre e abrir as portas para que o ritmo jamaicano chegasse a lugares que seus idealizadores nunca imaginariam, como o Brasil.



  O grupo assinou um rápido contrato com a Island e gravou na Jamaica as bases de um disco que foi trabalhado desde a concepção visando uma audiência específica: o público de rock. Para tanto foram realizadas várias adaptações no reggae roots. Para começar, este álbum, o hoje famoso “Catch a Fire”, foi gravado como uma unidade, enquanto que os álbuns de muitas faixas lançados na Jamaica eram na verdade compilações de compactos. Canções antigas como “Stir it Up”, de Marley e “Stop that Train” , de Peter Tosh, foram regravadas e outras foram compostas especialmente para o disco. A duração das faixas foi aumentada para quatro, até cinco minutos, contra três minutos em média para os reggaes produzidos anteriormente.

   Além disso o álbum foi remixado por técnicos ingleses nos equipamentos mais avançados da época, para que, entre outras coisas, fosse dado menos destaque ao baixo tocado por Aston “Family Man” Barret e Robbie Shakespeare (este último apenas na faixa "Concrete Jungle"). Também foram acrescentadas as linhas de guitarra do roqueiro Wayne Perkins, alguns teclados e uma percussão básica. Para finalizar o trabalho, muito tempo foi gasto para “limpar” o som e deixá-lo mais claro, dentro dos padrões internacionais.

  O que poderia ter resultado em uma espécie de “frankenstein musical” se tornou a gênese de um novo estilo do reggae. Porém o processo de adaptação do ritmo jamaicano ao gosto da audiência roqueira acabou também por influir na relação de Marley com Peter Tosh e Bunny Wailer. Blackwell queria promover o primeiro como a cara do grupo, pois queria divulgá-lo à maneira das bandas de rock (que sempre tinham um vocalista principal) e também porque achava o formato do trio vocal ultrapassado. A mudança de nome para Bob Marley and The Wailers foi o sinal de que o produtor conseguiu o seu intento. Os dois companheiros se sentiram deixados de lado e logo sairiam dos Wailers, deixando Marley livre para se tornar o primeiro superstar do Terceiro Mundo. O lado bom de tal rompimento foi que Tosh e Bunny também ganharam condições de desenvolver um trabalho solo excepcional, embora não tenham alcançado o sucesso comercial do antigo parceiro.

  O primeiro álbum de Bob Marley and The Wailers por uma grande gravadora estabeleceu novos padrões para o reggae. Ele praticamente criou um novo estilo, que o dub poet Linton Kwesi Johnson chamou de “reggae internacional” . É o modelo adotado por artistas oriundos dos Wailers como Peter Tosh, alguns dos herdeiros diretos de Marley, como os filhos Ziggy, Julian e Demian, além de artistas e grupos que estão na ativa hoje, como Burning Spear, Culture, Black Uhuru, Third World, Aswad e Steel Pulse.
  É o reggae internacional que serve como referência para a maioria das pessoas em todo o planeta, um estilo caracterizado pelo uso mais destacado da guitarra, dos teclados e dos instrumentos de sopro, uma versão do ritmo que faz mais concessões de apelo comercial, mas que não abre mão de alguns dos conceitos e mensagens caros ao gênero, como o entrelaçamento entre a mensagem espiritual e política.

  Apesar deste processo ter mantido algumas das características essenciais do estilo, a grande maioria das bandas jamaicanas que adotaram esta interpretação do reggae tiveram que fazer uma escolha entre o mercado interno da ilha e a audiência externa. Isso aconteceu porque, se o reggae internacional teve um impacto entre os artistas da Jamaica, também foi rejeitado pela maior parte do público local. Muitos artistas tiveram que emigrar para a Inglaterra ou para os Estados Unidos, enquanto outros adotaram uma “carreira dupla”, gravando álbuns para serem lançados no mercado externo através das grandes gravadores, enquanto colocavam nas lojas da Jamaica compactos mais sintonizados com o que estava sendo feito localmente.


Na colagem da revista americana Black Music é possível reconhecer Burnig Spear (terceiro da esq. para dir.), Big Youth (de óculos escuros), Toots Hibberts (com o microfone), Bob Marley (com a guitarra em punho), U Roy (de baseado na boca) e King Tubby (de coroa)

O reggae cresce e se multiplica

Jacob Miller (na foto cantando com o Inner Circle) participou do filme 'Rockers'
  Na segunda metade dos anos de 1970 apareceram os "Rockers", novos artistas como o instrumentista Augustus Pablo, o baterista Sly Dunbar e os cantores Johnny Clarke e Hugh Mundell. Eles tentaram responder à internacionalização do reggae radicalizando a forma de tocar e os temas abordados nas letras, desacelerando o ritmo musical (aproximando-se do rocksteady) e afiando ainda mais as palavras. Curiosamente a maioria não esteve presente no filme "Rockers", lançado em 1978. Como este filme mostrou, a filosofia rasta estava no auge, fazendo com que muitos artistas se convertessem à causa. Inspirados por ela, grupos como Ras Michael and the Sons of Negus e o de Count Ossie faziam dos tambores nyabinghi, tocados nas celebrações rasta, a base do seu som. O rastafarianismo também influenciou as letras de músicas de praticamente todos os artistas do roots e suas cores (vermelho, dourado e verde) e seus símbolos, como o leão de Judah e a estrela de David, adornavam as capas dos discos e compactos que saíam na época.



Os DJs (ou deejays) também entraram em cena. Artistas como U Roy e Big Youth ganharam este nome porque falavam por cima das letras de música como alguns disk-jóqueis das rádios. Sem ficarem presos aos temas clássicos das canções populares, agiam como comentaristas do cotidiano, logo alcançando grande popularidade e fazendo a transição inevitável para a gravação de suas próprias faixas. Esta foi a grande inovação que o reggae apresentou à música popular em termos de performance vocal, influenciando o aparecimento do rap alguns anos depois.

  Dessa forma, a música jamaicana estava ficando cada vez mais diversificada. Em cada esquina aparecia um estúdio novo e novos cantores, deejays e instrumentistas querendo mostrar o seu trabalho. A década de 1970 foi a época de maior investimento externo na indústria musical jamaicana, fazendo com que esta repercutisse ainda na cena mundial, tornando o reggae uma força inspiradora para a combalida música popular ocidental. Nesta época o reggae começou a ser ouvido em discos de mega-grupos de rock como os Rolling Stones e Led Zeppelin, passando pelos iconoclastas do punk, como The Clash e The Slits, até os artistas do chamado Terceiro Mundo, como Gilberto Gil no Brasil, Sonny Okusun na Nigéria e Alpha Blondy na Costa do Marfim.

Refluxo e retomada

  Entretanto o falecimento de Bob Marley em maio de 1981, que causou uma grande comoção em todo o mundo, trouxe um retrocesso na ascensão do reggae no mercado internacional. Muitos artistas foram dispensados pelas grandes gravadoras e tiveram que continuar suas carreiras sob novas bases. Ao mesmo tempo em que o roots praticado na ilha radicalizava a sua proposta – tanto nas letras que pregavam a derrubada do sistema como na química sonora dos “dubs” –, novidades tecnológicas começavam a chegar, como os sintetizadores que podiam substituir uma banda inteira.

  A situação política na Jamaica estava ficando cada vez mais tensa e os dois partidos rivais montaram milícias que levavam o país a um clima de guerra civil sempre que havia uma eleição. O político socialista Michael Manley (já falecido), que havia assumido o governo em 1972 renovando as promessas da época da independência, também havia falhado na sua tentativa de melhorar a dura vida dos ilhéus. Mais uma vez desiludido, o público voltou as costas para os artistas que tinham na mensagem revolucionária o seu tema principal, pois eram associados com o governo supostamente de esquerda de Manley.

  
  Este, de fato, havia usado canções do reggae como jingles eleitorais ("Better Must Come", de Delroy Wilson, é o exemplo mais citado, mas outras também foram usadas), tendo conseguido ganhar a confiança de parte dos rastafaris graças a manobras populistas, como ir até a Etiópia visitar o imperador Hailé Selassié I. O sistema bipartidário jamaicano deixava (deixa ainda) poucas escolhas para os eleitores. Assim, antes mesmo de perder o seu principal ídolo, os jamaicanos elegeriam, em 1980, o direitista Edward Seaga (que supostamente havia sido o mandante de um atentado à vida de Marley antes das eleições de 76), confirmando a impaciência do povo da ilha. Em 1985, os primeiros reggaes eletrônicos ganharam definitivamente a simpatia do público jamaicano (ver Dancehall), fazendo com que muitos artistas se adaptassem (como Gregory Isaacs) abandonassem a música (como o Culture, que depois retomou a carreira, ou grupos como os Ethiopians, Melodians, Cables etc ) ou partissem da Jamaica (como Burning Spear, Meditations etc).
Roots Hoje

  A partir de então qualquer reggae que não usasse sintetizadores como base principal passou a ser conhecido como roots, colocando sob a mesma denominação tanto o reggae internacional, quanto o roots original. Enquanto o reggae internacional continuava se mantendo em patamares bem mais modestos de venda (mas experimentando sucessos isolados como o de Ziggy Marley, que finalmente abriu o mercado americano, chegando ao topo das paradas em 1988, impulsionado pelo sobrenome famoso), o estilo roots continuou no ostracismo durante o restante dos anos de 1980 e o começo dos anos de 1990.


  Englobando os dois estilos citados acima, o roots reggae continua sendo o preferido pela grande maioria dos fãs do ritmo pelo mundo. Esta predileção foi reforçada pela onda de reedições que se seguiu à substituição dos discos de vinil pelos CDs e agora toma novo fôlego com os retomadas de várias bandas como os já citados Meditations e o interesse despertado por veteranos como Lee Perry e Bob Andy (foto acima). Muitos vêem este período como o mais importante e influente da música jamaicana, um ponto-de-vista contra o qual pode parecer difícil argumentar. Talvez o reggae naquele tempo fosse melhor trabalhado e elaborado do que o de hoje (até porque envolvia ainda mais instrumentistas). No entanto parece ser mais exato dizer que aquela era a música que melhor traduziu o seu lugar e época. Por isso ela continua cativando admiradores em todo o mundo com uma força poucas vezes igualada.


  Tal força criou uma nova situação que desafia os limitados rótulos e classificações cronológicas que podemos criar para melhor explicar a música que amamos, enquanto ilumina o que pode ser o futuro do reggae. Isso porque, nos últimos anos, o reggae jamaicano vem experimentando um resgate dos valores e dos ritmos do roots. Os antigos riddims (ver Rocksteady) estão sendo retomados com maior intensidade e uma nova geração, composta por artistas como Luciano (foto acima), Yami Bolo, Sister Carol, Capleton, Morgan Heritage, Everton Blender, Tony Rebel e o novíssimo Warrior King, vêm apresentando o que pode ser chamado de modern roots. Este estilo traz a mensagem política e religiosa do reggae dito tradicional, sem abdicar das facilidades tecnológicas, embora não abram mão de usar instrumentistas reais em suas músicas.

Para concluir
    A dificuldade que estes artistas talentosos experimentam para serem aceitos fora da Jamaica sugere que pode estar havendo um foco excessivo no passado do reggae por parte do público e da imprensa. É algo que deve ser lamentado também por estar impondo uma fórmula de se compor e tocar o ritmo de Jah, que vem sendo seguida em todo o mundo e vem uniformizando um gênero que cresceu sendo instigante, desafiador e revolucionário. Embora muitos utilizem a música local como um tempero para o reggae, este ainda está preso naquela estrutura tradicional, que já tem mais de trinta anos. O valor cultural, a força musical e a mensagem do roots reggae jamais serão esquecidos e representam hoje muito do que o ritmo de Jah pode oferecer ao mundo, mas não tudo. Transformar tão bela manifestação em um dogma cultural é negar a sua essência e enfraquecer o seu impacto nas gerações vindouras.

Viva o roots ! Longa vida ao reggae!
Muito mais poderia ser escrito sobre o roots reggae, mas deixamos para outros artigos, onde outros aspectos serão abordados. Leia mais sobre o estilo roots acompanhando as biografias de alguns dos artistas citados nesta matéria. Basta checar os links na lista de artistas abaixo.


Fontes para este artigo: Steve Barrow - Rough Guide to Reggae, K. Chang e W. Chen - Reggae Routes, Davis e Simon -Reggae Bloodlines, David Katz - People Funny Boy, Virgin Encyclopedia of Reggae.
Os mais influentes nomes do ROOTS foram os seguintes:



 PRODUTORES

COXSONNE DODD
BUNNY LEE
KING TUBBY
JOE GIBBS
LEE 'SCRATCH' PERRY
NINEY THE OBSERVER
JACK RUBY
SONIA POTTINGER
TAPPA ZUCKIE
HENRY 'JUNJO' LAWES

 



 CANTORES

BUNNY WAILER
PETER TOSH
GREGORY ISAACS
JIMMY CLIFF
DENNIS BROWN
JUDY MOWATT
MARCIA GRIFFITHS
JOE HIGGS
JOHN HOLT
JUSTIN HINDS
JACOB MILLER
BURNING SPEAR
BERES HAMMOND
MAX ROMEO
SUGAR MINOTT
HUGH MUNDELL
JUNIOR MURVIN
IJAHMAN
ERIC DONALDSON
OWEN GRAY
JACKIE EDWARDS

 



GRUPOS

BOB MARLEY AND THE WAILERS
TOOTS AND THE MAYTALS
STANLEY BECKFORD AND STARLIGHTS
BLACK UHURU
THE HEPTONES
THE PIONEERS
THE CONGOS
THE MEDITATIONS
THE MELODIANS
THE ABYSSINIANS
THE GLADIATORS
THE ITALS
THE ETHIOPIANS
ISRAEL VIBRATION
CULTURE
WAILING SOULS
MIGHTY DIAMONDS



 DEEJAYS

KING STITT
U ROY
I ROY
DENNIS ALCAPONE
BRIGADIER JERRY
CHARLIE CHAPLIN
CLINT EASTWOOD
JAH STITCH
PRINCE FAR I
ALTHEA AND DONNA
U BROWN
BIG YOUTH
DILLINGER
TRINITY
LONE RANGER
GENERAL ECHO
EEK-A-MOUSE
DR. ALIMANTADO
MICHIGAN & SMILEY
YELLOWMAN
BURRU BANTON




Instrumentistas

Bateria:
Carlton Barrett
Joe Isaacs
Sly Dunbar
Carlton "Santa" Davis
Leroy "Horsemouth" Wallace
Michael "Boo" Richards
Benbo
Winston Greenan

Baixo:
Aston "Family Man" Barrett
Leroy Sibbles
Jackie Jackson
Brian Atkinson
Robbie Shakespeare
Errol "Flabba" Holt
Fully Fullwood
Boris Gardiner
Derrick Barnett

Guitarra:
Earl "Chinna" Smith
Hux Brown
Alva Lewis
Winston 'Bo Pee' Bowell
Ernest Ranglin
Bingi Bunny
Dwight Pickney

Teclados:

Earl "Wia" Lindo
Keith Sterling
Jackie Mitoo
Winston Wright
Gladstone Anderson
Ansel Collins
Aubrey Addams

Sopros:
Augustus Pablo
Tommy McCook
Bobby Ellis
Deadly Headley Bennet
Dirty Harry
Herman Marquis
Dean Frazer
Val Bennet
Lester Sterling
Vin Gordon

Percussão:
Alvin "Seeco" Patterson
Sky Juice




DUB MASTERS

KING TUBBY
LEE 'SCRATCH' PERRY
SCIENTIST
JAH SHAKA
ERROL THOMPSON

Discografia Selecionada

Primeiro uma nota: as coletâneas baratas vendidas no Brasil geralmente trazem duas ou três faixas que todos conhecem e sobras de catálogos que foram cedidas a preço de banana a gravadoras européias obscuras. O melhor é procurar pelos álbuns originais dos artistas (que não vamos recomendar aqui, pois as discografias estão sendo adicionadas às biografias dos artistas que estão no Massive). Outra saída é encomendar coletâneas de verdade, que embora caras (existem sites de venda de Cds usados que podem quebrar o galho) trazem realmente o melhor do reggae. Duas delas são indicadas abaixo:

Tougher Than Tough: The Story of Jamaican Music - Caixa com 4 CDs, passando, como diz o título, por toda a história do reggae.
Trojan Box Set - Série com diversas caixas, cada uma com 3 CD's (pelo preço de dois), contendo algumas das jóias do extenso catálogo da Trojan. Passeia pelos diversos estilos, com nomes como "Trojan Roots Box Set", "Trojan DJs Box Set" etc. Pode ser encomendado no site da Trojan .

NOSSOS AGRADECIMENTOS ESPECIAS  A
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quinta-feira, 19 de maio de 2011

A CIDADE ACORDOU PARA O ROOTS NOVAMENTE


///DEPOIS DE UM LONGO PERÍODO DE IBERNAÇÃO COMO UM URSO NO INVERNO, O NOSSO VELHO E MAIS ATUAL DO QUE NUNCA REGGAE ROOTS ESTÁ ACORDANDO E DANDO O AR DE SUA GRAÇA SAINDO DOS BARZINHO TEMÁTICOS E VOLTANDO AO SEU HABITAT NATURAL QUE É O CENÁRIO REGGAE MUNDIAL, GRAÇAS A TODOS OS GLADIADORES QUE INCANSAVELMENTE ESTÃO TRAVANDO BATALHAS E TENDO QUE MATAR VÁRIOS LEÕES POR DIA.

/// MAS... ESSES LEÕES NÃO AQUELE QUE MIXAMOS COM BOB MARLEY NAS SUAS BELÍSSIMAS FOTOS CRIADAS POR ARTISTAS NO MUNDO INTEIRO E NEM LEÕS DO IMPOSTO DE RENDA NÃO.

/// SÃO OS LEÕES MAIS DO MAL QUE VIERAM SE APOSSARAM DO QUE NÃO ERA DELES E ARRANCARAM DE NÓS O QUE NOS PERTENCIA POR DIREITO E POR LUTA.

/// MAS COMO EM TODA GUERRA EXISTE  ESPIÕES, TRAIDORES, NO MOVIMENTO REGGAE DE SÃO LUÍS NÃO PODERIA SER DIFERENTE.

/// FOMOS TRAIDOS POR ALGUNS QUE SE DIZIAM AMANTES FERVOROSOS DO ROOTS QUE SE VENDERAM POR MIGALHAS E RASGARAM AS SUAS IDENTIDADES DE REGUEIROS.

/// MAS ESTAMOS CONSEGUINDO O IMPOSSIVEL, COM MUITA LUTA QUASE COMO UM NINJA SILENCIOSO E MORTAL, SÓ NÃO SILENCIOSO TOTALMENTE POR CAUSA DO SOM E DA PANCADA DO REGGAE QUE COMO DIZIA BOB MARLEY BATE SEM DOER, E VENCENDO BARREIRAS QUE PARECIAM INTRANSPONIVEIS PARA O ROOTS REGGAE.

/// PELA PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DO REGGAE NA JAMAICA BRASILEIRA, ESTAMOS FAZENDO A COISA ACONTECER DE MANEIRA CORRETA COMEÇANDO PELA PARTE CULTURAL DA COISA, TALVEZ NÃO TENHA DADO CERTO DA PRIMEIRA VEZ POR ISSO.

/// MAS... COMO JÁ DIZIA O PROFETA, CANTOR, ÍDOLO DE MUITOS E DE TODOS BOB MARLEY :
''TEM QUE SE FAZER UMA REVOLUÇÃO, PARA SE CHEGAR A UMA SOLUÇÃO''

/// MAS NOSSA REVOLUÇÃO ESTÁ SENDO SÓ CULTURAL E MUSICAL COM MUITA CONSCIÊNCIA, SERIEDADE E O QUE É MELHOR COM MUITO, MAS MUITO COMPANHEIRISMO QUE OUTRORA NÃO SE VIA  NO CENÁRIO REGGAE ROOTS DA JAMAICA BRASILEIRA

/// NOS RESTA AGORA DEIXAR O ROOTS SEGUIR SEU CAMINHO, SEU CURSO COMO UM RIO, NÃO APRESSANDO E NEM O DESVIANDO PARA LADO NENHUM, SÓ RETO EM DIREÇÃO AO SEU SUCESSO NATURAL DE ONDE NUNCA DEVERIA TER-SE DESVIADO

/// TODOS  QUE COMPARTILHAMOS DESTA LUTA DIÁRIA EM PROL DO MOVIMENTO ROOTS REGGAE ESTAMOS DE PARABÉNS E ALMA LAVADA E ENXAGUADA COMO DIZIA ODORICO PARAGUASSÚ PERSONAGEM LENDÁRIO DAS NOVELAS DA TELEVISÃO BRASILEIRA

///TEMOS AINDA MUITOS DESAFIOS PELA FRENTE, QUER SEJA OS BÁRES,  OS COLECIONADORES, A VOLTA MAIS QUE PROVIDENCIAL DO VINIL, POIS MESMO COM TODOS OS RECURSOS TECNOLÓGICOS ELE AINDA É A BOLA DA VEZ, AS EQUIPES DE VINIL, ESTAS SIM ESTÃO DANDO UM BANHO DE CREDIBILIDADE E ALEGRIA NOS SALÕES DE REGGAE DA NOSSA JAMAICA

/// TODOS NÓS FORMAMOS UM CONJUNTO, UM EMARANHADO DE ARTISTAS QUE SURGIRAM COMO SE PODE DIZER PARA SALVAR A PÁTRIA ROOTS MESMO QUE SEM QUERER, MAS ESTÃO TODOS DE PARABÉNS E... QUEM GANHA SOMOS TODOS NÓS QUE CHEGAMOS AO TOPO DE NOVO MAS COM NOVOS PERSONAGENS

/// ESPERAMOS QUE QUANDO PASSARMOS ESTE LEGADO ESTEJAMOS ENTREGANDO NÃO AS PERSONAS NON GRATAS COMO SE DIZ NA JAMÁICA, MAIS PARA AQUELES QUE TENHAM OS MESMOS SENTIMENTOS  QUE NÓS ESTAMOS TENDO AGORA  E QUE POR ISSO LUTAMOS TANTO PARA COLOCA-LO NO LUGAR MAIS ALTO DO PÓDIO, DE ONDE NUNCA DEVERIA TER DESCIDO.

///VIDA LONGA AO ROOTS REGGAE MUSIC, POR QUE A NÓS POBRES MORTAIS  SÓ NOS RESTA ESPERAR PARA DE PÉ APALUDIREM A NOSSA VITÓRIA
/// ''O ROOTS NUNCA MORRE... AS PESSOAS MORREM''
ABRAÇO A TODOS
JAH BLESS
YEAH MAN

Blog ''REGGAE DE PRIMEIRA ''

VIRADA QUE NADA !!! /// FOI UMA PIRADA ROOTS REGGAE CULTURAL MUITO BOM !!

HORA DO CAFÉ
                                                                UNIÃO DE TODOS
                                                                 NO AEROPORTO
                                                             A GALERA PIRANDO





HOSPEDAGEM DE PRIMEIRA
                                         OS BLAKINHOS (GENIAL) SÓ SAMPA MESMO
                                    OS JURÁSSICOS DO SKA - DAS ANTROLAS MESMO
                                                     OS VINILS FAZENDO A FESTA


                           O MAIS APLAUDIDO DE TODOS /// O CARRASCO DA CIDADE














THE SKATALITES


                                                                  STEEL PULSE
                                                               A ESTRELA MAIOR
                                                                    

POR LÁ TODOS NÓS ESTAVAMOS UNIDOS E MAIS DO QUE NUNCA
ESTA FOTO MOSTRA TUDO /// VIBRAÇÕES POSITIVAS PRA TODOS ///
YEAH MAN /// JAH BLESS

terça-feira, 10 de maio de 2011

''ROOTS DE PREIMEIRA'' HOMENAGEIA BOB MARLEY NO CATARINA MINA NO REVIVER


O PROJETO ''ROOTS DE PRIMEIRA'' PRESTARÁ UMA HOMENAGEM NESTA SEXTA DIA 13 DE MAIO NO ESPAÇO CULTURAL CATARINA MINA AO MAIOR ÍCONE DO REGGAE ROOTS MUNDIAL ''BOB MARLEY'' ///  ESTAREMOS FAZENDO A FESTA A PARTIR DAS 8 DA NOITE COM A SEQUÊNCIA SOB O COMANDO DO Dj. NETURBO ROLANDO DO VINIL E MUITOS CONVIDADOS ESPECIAIS /// DETALHE ATÉ AS 9 DA NOITE PORTA LIBERADA E AS REGUEIRAS ESTÃO LIBERADAS A NOITE TODA /// VENHA CURTIR UMA NOITE COM O REI BOB MARLEY /// JAH BLESS TO YOU /// YEAH MAN

segunda-feira, 9 de maio de 2011

30 ANOS SEM O REI BOB

ESTAMOS NA SEMANA DE ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS DA MORTE DO REI DO REGGAE BOB MARLEY
HAVERÁ EM TODO MUNDO EVENTOS COMEMORANDO ESSA DATA MUITO SIGNIFICATIVA PARA OS AFICIONADOS PELO RITMO /// AQUÍ NA JAMAICA BRASILEIRA SÃO VÁRIAS AS HOMENAGENS QUE FAZEMOS A ESSE MONSTRO SAGRADO QUE TEVE UMA PARTICIPAÇÃO GRANDIOSA NO CENÁRIO MUNDIAL DA MÚSICA /// MAS A QUE TEM UMA CONOTAÇÃO ESTRONDOSA É FEITA A VÁRIOS ANOS PELO Dj. NATTY NAIFSON /// COMEÇOU NA SUA PORTA, NA RUA E HOJE TOMOU UMA PROPORÇÃO MUITO GRANDE POR ISSO É QUE AGORA TEM  UM LOCAL ESPECIAL PARA ESTE EVENTO ///

DESTA VEZ  SERÁ NO ESPAÇO CULTURAL EM FRENTE A PRAÇA MARIA ARAGÃO NA BEIRA-MAR NO CENTRO DA CIDADE COM MUITAS ATRAÇÕES E CONVIDADOS ESPECIAIS QUE IRÃO ESTÁ POR LÁ PARA HOMENAGEAR ESTA FIGURA HISTÓRICA E LENDÁRIA QUE VEIO LÁ DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO PARA DIVULGAR SUA MÚSICA E SEU POVO /// SEGUNDO O NATTY UMA FESTA DESTA TEM QUE TER MUITA ENERGIA E VIBRAÇÕES POSITIVAS E QUE TODOS NÓS TEMOS QUE COMPARECER PARA PRESTIGIAR E HOMENAGEA-LO COM TODA AS HONRAS QUE TEM DIREITO ///
E NÓS DO REGGAE DE PRIMEIRA VAMOS PRESTAR UMA HOMENAGEM MUITO ESPECIAL PARA BOB MARLEY NESTA SEXTA DIA 13 DE MAIO LÁ NO CATARINA MINA COM O NOSSO ''ROOTS DE PRIMEIRA'' PARTIR DAS 8 DA NOITE ALÍ NO REVIVER COM UMA SEQUÊNCIA MUITO ESPECIAL  DO VELHO BOB E DETALHE TUDO DO VINIL /// ENTÃO COMBINADO DIA 13 DE MAIO PROJETO ''ROOTS DE PRIMEIRA'' NO CATARINA MINA EM ESPECIAL UMA NOITE COM BOB /// SEQUÊNCIA MINHA Dj. NETURBO E CONVIDADOS ESPECIAIS ESTAREMOS LÁ A PARTIR DAS 8 DA NOITE E ESPERAMOS VOCE PARA CURTIRMOS ESTA FESTA MARAVILHOSA OK ? /// SALVE BOB, SALVE O ROOTS REGGAE, E DEUS SALVE NÓS TODOS /// YEAH MAN ///

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AINDA REPERCUTE O SUCESSO DOS 12 CAVALEIROS DO APÓS CALYPSO

DJs MARANHENSES BRILHAM NA VIRADA CULTURAL EM SP

 No ultimo dia 16 e 17 de abril aconteceu a VIRADA CULTURAL de São Paulo. Nesta edição o Maranhão esteve presente no Palco RADIOLA, na Praça Santa Isabel no centro com 12 DJs, tocando as quatro décadas de Reggae do Maranhão.

 O contato inicial foi feito com Tarcisio Selektah, no mês de fevereiro, a produção da Virada queria prestar uma homenagem ao Movimento Reggae Maranhense, que já leva quatro décadas com esse peculiar gosto pelo ritmo jamaicano. Foi solicitada uma equipe de 12 DJs para tocar as musicas que marcaram essas quatro décadas, durante as 24 horas de duração do evento.

 Após uma análise exaustiva do panorama atual da cena Roots Reggae local, foi feita uma lista inicial com quinze nomes e que foi paulatinamente lapidada até chegar aos 12 convocados. A Seleção Maranhense do Reggae Roots finalmente ficou composta por: Serralheiro, Neturbo, Junior Black, Tarcisio Selektah, Jorge Black, Nega Glícia e as equipes Disc Memory, Mega Vibes e Irie Discos. Todos esses selecionados estão diretamente envolvidos com o Reggae raiz, a musica que construiu essa imagem de Capital Brasileira do Reggae ou Jamaica Brasileira.

 De São Paulo, ficamos sabendo que a massa regueira paulista ficou no maior frisson ao saber da realização desse palco. Para eles nós somos a Meca do Reggae no Brasil e nutrem um profundo respeito pela nossa gente e pela nossa historia.

 Fomos tratados com o status de estrelas, ficamos hospedados num excelente hotel, com várias atrações de outros palcos, como Genival Lacerda, Mad Professor, Ska Cubano, etc., etc.

 Mas a grande atração entre os 12 DJs (Os Cavaleiros do Após-Calypso, assim batizados por Neturbo, DJ da Universidade do Reggae – Pop Som) era o Magnata do Reggae – Serralheiro. O mais impressionante era o número de jovens presentes aplaudindo e fotografando o Carrasco da Cidade. Logo após a sua apresentação formou-se uma fila enorme para bater fotos com Serralheiro, coisa de estrela. Creio que esta foi umas das maiores homenagens prestadas a Serralheiro em vida.  Uma praça transbordando de gente curtindo a seqüência de cada um dos DJs que entrava. Realmente foi uma apoteose para a massa regueira de Sampa.

 O encerramento foi feito por Neturbo, que na sua ultima meia hora convocou todos os Djs para tocar uma musica cada em sinal da união do grupo e fechar com “chave de ouro” essa participação única e pioneira.

 Essa viagem também serviu como reconhecimento por partes dos DJs da Ilha de que São Luis não é o mundo e de que nesse Brasil a fora o Reggae toca em suas várias vertentes e tem seus adeptos, aliás muitos adeptos, como no Palco da Rua São João onde aproximadamente 15 mil pessoas, cantavam e dançavam ao som de sucessos do Ska, na seqüência da rapaziado do Jurassic Sound, comandado por Alex Jurassic. Algo inimaginável em São Luis.

 E como foi comentado pelos maranhenses, o Reggae que “rola” em SP, jamais seria executado nos bares da Ilha. Mas, nós temos que aprender a aprender com o gosto do outros, afinal de contas todos esses estilos são vertentes do Reggae. Esse mono-estilo da ilha vem sofrendo uma revisão nós últimos anos com a entrada de musicas no estilo Dancehall e New Roots “colorindo” a seqüência dos DJs dos bares de Reggae.

 Muita gente fazendo intercâmbio com equipes e DJs de Sampa e de outros estados do Brasil, troca de emails, celular, Orkut, Facebook, etc., aconteceram. E isso pode terminar em futuros contatos e contratos para apresentação pelo Brasil afora.

 Enfim, a Seleção Maranhense foi destaque na Virada cultural e ainda depois de duas semanas do evento, ecoam comentários nas páginas de relacionamentos na internet a passagem dos 12 Cavaleiros do Após-calypso pela paulicéia. Todos os Djs estão de parabéns, pois atenderam todas as expectativas do palco RADIOLA.

 E segundo informações recebidas da organização estaremos na Edição 2012, mas com um novo formato e com novos DJs que não foram contemplados nesta edição.

Até 2012, São Paulo..
Tarcisio Ferreira aka Selektah

quarta-feira, 27 de abril de 2011

NEW ROOTS X DANCEHALL ROOTS

Era só uma questão de tempo o New Roots chegar a Jamaica Brasileira, como já havia previsto
em outros textos. E como já tinha dito antes no artigo “O Que é New Roots?” Esse estilo
eletronizado de Reggae que nasceu na Jamaica, mas teve em Londres no final dos anos 80 e
inicio dos anos 90 sua larga produção e evolução.

New Roots é o reggae feito por artistas da Jamaica a partir dos anos 90, muitas vezes
com elementos digitais. Essa musica quase que feita em sua totalidade com sintetizadores
e computadores, conquistou adeptos na Inglaterra e atravessou o Atlântico e chegou ao Caribe
novamente. Hoje, esse estilo influência a musica jamaicana principalmente no Ragga
e no Dancehall.

Uma musica barata e de baixa qualidade musical e muito fácil e rápida de se produzir que se
 podem fabricar centenas em uma semana. Será coincidência que o “bate lata” maranhense seja
assim também?

Mas ainda há esperança. Sob a batuta de Dean Fraser vemos ressurgir a musica de estúdio com
todos os instrumentos tendo a belíssima sonoridade dos metais, baixo, teclados, bateria e
guitarra plasmadas nos discos. Com ele estão Duane Stephenson, Tarrus Riley, Roots
Underground, Luciano, etc. só para citar alguns. Essa reviravolta Roots mereceu até
uma reportagem na revista Beat. É claro que alguns deles já tiveram musicas no estilo
New Roots em suas produções.

Muita gente que trabalha com Reggae em São Luis, por não saber ou por não entender
classifica tudo agora como New Roots. Sucesso recente de Max Romeo – Time 4 jah,
Duane Stephenson - August Town, Tarrus Riley – Superman e até o rasta Dread Mar I,
estão tendo suas produções sendo chamadas de New Roots quando na realidade DEVEM ser
classificadas como Dancehall Roots e no caso de Dread Mar I é um absurdo chamá-lo de
cantor de New Roots .

Surgiu na Jamaica, nesse período citada no inicio deste artigo, muita gente usando em
suas canções pesadas gírias, tratando as mulheres de modo desrespeitoso, machismo, tráfico,
 gangues e incitação a homofobia. Cada um quer ser o rei do Dancehall e do Ragga.
Nas letras desse gênero, cada um dizia que era mais bandido que o outro, reis das armas,
aquele que matava mais ou que era o mais “papão”. Quem grita mais leva mais.

O governo jamaicano deflagrou uma campanha ferrenha contra esse tipo de musica e proibiu
sua radiodifusão.

Em meados dos anos 90 surgiu uma nova denominação com a “conversão” desses artistas,
 o New Roots ou Nu-Reggae. New Roots é como se fosse a “Nova Escola” do Reggae, artistas
que conseguiram recriar um movimento de reggae consciente falando basicamente o que
aqueles que vieram primeiro diziam, assim como Burning Spear falava com sabedoria e
produzia divinamente músicas com instrumentais e conceitos inovadores no Reggae Roots nos
anos 70, artistas que ganharam notoriedade pelas suas produções mais atuais como Capleton
 e Sizzla que lançam discos mensalmente e chegam a gravar 2, 3 discos em um semestre,
conseguiram alavancar mais ainda a venda e a comercialização do reggae, chegando a um público
cada vez maior.

O New Roots não difere muito do Sleng Teng de King Jammy, basicamente nos discos o que se
ouve é uma mescla de riddims já famosos, de artistas da vanguarda dos aos 70, refeitos e
remixados, alguns de péssimo gosto, por produtores, facilmente nota-se que a matemática da
 música é a mesma, muda-se os timbres de cada instrumento dando uma aparência de “novo”
a música. Novos “nomes” surgem a cada dia e a produção de discos é absurdamente grande tanto
na Jamaica quanto na Europa.

Artista que há cinco anos jamais teriam uma notoriedade maior, hoje tem seu próprio site,
alguns lançam seu próprio selo, gravam constantemente e não se filiam a uma gravadora maior,
 fácil notar a semelhança nos instrumentais de artistas do gabarito de Anthony B, Lutan Faya,
 Turbulence, Jah Mason, esses fazem parte de uma nova geração do Reggae Roots. Esses artistas
surgiram com a proposta de dar uma nova aparência ao reggae, que até então, ainda é tido por
alguns que tem uma visão arcaica aqui no Brasil, sem grande notoriedade, e trata o Reggae como
uma música sem grandes mudanças nos últimos tempos.

E posso dizer, por minhas viagens recentes, como essa musica machista, homofóbica, sexualista
 e incitadoras da violência, vão sendo descartadas rapidamente. Nas lojas em Paris e Londres,
há centenas e centenas desses discos sendo oferecidos a 50 centavos de Euro e alguns poucos a
 1,00 euro ou 1,50 euro. Vendas encalhadas e prejuízo certo, essa é a queixa dos donos de loja.

O termo New Roots é muito mais abrangente, não é apenas formador de novos artistas, que na
 maioria não são tão novos assim, são também produtores envolvidos, que há muito tempo se
utilizam de ferramentas novas e experimentalismo para o seu trabalho. Novos nomes surgem
num movimento que se funde com novos ritmos e novas experimentações nos estúdios. Para o
reggae não há limite na experimentação, tudo é válido, e o que mais vale é a atitude e o
comprometimento do músico com a qualidade de seu trabalho.

Cuidado então ao tentar classificar as musicas de alguns cantores onde toda a sonoridade
dos instrumentos estão presentes, como ‘Superman’ de Tarrus Riley, e você equivocadamente
dizer que é New Roots.



Tarcisio Ferreira aka Selektah

quinta-feira, 21 de abril de 2011

OLHA GALERA QUE CURTE O BOM, VELHO E MAIS ATUAL DO QUE NUNCA QUE É O NOSSO ROOTS REGGAE, MAIS UM PROJETO DE SUCESSO COM A MARCA E A ASSINATURA DE NETURBO /// VAMOS ABRIR AS PORTAS DO CATARINA MINA NO REVIVER PARA O ''ROOTS DE PRIMEIRA'' ///  PROJETO ESPECIAL FEITO COM MUITO CARINHO PARA VOCE AMANTE DO ROOTS REGGAE E QUE NÃO TEM OPÇÃO NAS SEXTAS NA JAMAICA BRASILEIRA /// ROOTS DE PRIMEIRA TERÁ SUA BASE NO VINIL COM NETURBO E A SEQUÊNCIA ESPECIALÍSSIMA DA MAIOR E MELHOR Dj. QUE ESTÁ SE DESTACANDO NO CENÁRIO ROOTS REGGAE DA ILHA QUE É A NEGA GLÍCIA COM TODO SEU CONHECIMENTO E PODERIO ROOTS PARA DETONAR AS PEDRA NO QUADRADO DE PEDRA QUE É O CATARINA MINA E MUITOS CONVIDADOS ESPECIAIS /// ESTRÉIA NESTA SEXTA A PARTIR DAS 19h00 E ESPERAMOS VOCE E SUA TRIBO COM MUITA ENERGIA POSITIVA E MENTE ABERTA PARA CURTIR O MELHOR DO ROOTS NEW ROOTS E OUTRAS VERTENTES DO BOM E VERDADEIRO REGGAE ROOTS
ESPERAMOS TODOS PARA VER OUVIR E SENTIR DE PERTO AS PDRAS E A DUPLA DO BARULHO ROOTS NETURBO E NEGA GLÍCIA /// JAHBLESS /// YEAH MAN ///

quarta-feira, 20 de abril de 2011

OS 12 CAVALEIROS DO APÓS CALYPSO ESTÃO DE VOLTA NA JAMÁICA BRASILEIRA

AS FERAS CONSIDERADAS ''OS 12 CAVALEIROS DO APÓS CALYPSO'' ATERRIZARAM NA ÚLTIMA SEGUNDA - FEIRA EM TERRA GONÇALVINA COM MUITA BAGAGEM NA MALA DIRETAMENTE DA VIRADA CULTURAL QUE FOI REALIZADA EM SÃO PAULO /// O QUE PODEMOS DIZER ? ... SUCESSO TOTAL /// DE PÚBLICO, DE PEDRAS, DE ACEITAÇÃO DOS PAULISTAS E MILHARES DE MARANHENSES QUE POR ALÍ APORTARAM /// OS CAVALEIROS MOSTRARAM TODO O SEU PODERIO MUSICAL E O MAIS IMPORTANTE TODA SUA PERFORMANCE DE PALCO E DE COMO SE CONDUZIR DIANTE DO PÚBLICO QUE SE ENCONTRAVA POR LÁ /// TIVEMOS MOMENTOS MARCANTES COMO A APRESENTAÇÃO DO VELHO MESTRE SERRALHEIRO QUE POR SINAL ERA MUITO AGUARDADO POR LÁ /// RESPEITADÍSSIMO POR TODOS QUE SE ENCONTRAVA LÁ, FOI MUITO APLAUDIDO POR MILHARES DE PESSOAS /// RESUMINDO COMO SE DIZ POR AQUÍ NO DITADO POPULAR, A CASA CAIU QUANDO O REI DO REGGAE SERRALHEIRO ENTROU EM AÇÃO /// CADA UM DOS DOZE TEVE O SEU MOMENTO ESPECIAL /// O QUE EU SENTÍ É QUE CHEGAMOS UM POUCO DESACREDITADOS POR PARTE DA DIREÇÃO /// COMO QUEM DIZ FOMOS SÓ PARA CUMPRIR TABELA E ENTUPIMOS A PRAÇA PRINCESA IZABEL  E LEVAMOS O POVO AO DELÍRIO, PRINCIPALMENTE OS MARANHENSES QUE MATARAM A SAUDADE DA NOSSA QUERIDA JAMÁICA BRASILEIRA.
ESTAMOS PREPARANDO O QUE FILMAMOS PARA MOSTRAR PARA VOCES O QUE REALMENTE ROLOU PORA LÁ, ATÉ PORQUE SÓ FALANDO NÃO VAMOS PASSAR O QUE REALMENTE ACONTECEU DE VRERDADE ///  PARABÉNS PELO BELÍSSIMO TRABALHO QUE CADA UM DE NÓS FIZEMOS E REALMENTE FOI UMA VIRADA ESPETACULAR QUE DEMOS DENTRO DO PLANETA MUNDO QUE É SÃO PAULO EM RELAÇÃO AO NOSSO ROOTS REGGAE MUSIC /// NOS CONFRONTAMOS COM OUTROS RITMOS QUE TODO MUNDO PENSA QUE ESTÁ MORTO, COMO O SKA, O DUB E QUE ESTÃO LÁ VIVÍSSIMOS MAIS DO QUE NUNCA E OUTROS /// MAS O NOSSO ROOTS FOI INSUPERAVEL DENTRO DO CONTEXTO REGGAE ///  VALEU GALERA QUE A PARTIR DE AGORA EU CONSIDERO COMO  ''OS 12 CAVALEIROS DO APÓS CALYPSO''.