BEM VINDOS AO REGGAE DE PRIMEIRA.
AQUÍ ESTAREMOS INFORMANDO A VERDADEIRA HISTÓRIA DO REGGAE NO MARANHÃO, SEM MENTIRAS, SEM HIPOCRISIAS, SEM FALSOS ÍDOLOS, PRÍNCIPES, REIS E PROFETAS /// ESTAREMOS TRAZENDO O QUE HÁ DE MAIS LÍMPIDO E TRANSPARENTE PARA VOCÊS PRINCIPALMENTE IN St. LOUIS E NO CENÁRIO MUNDIAL. ENTÃO TE LIGA NA PARADA COMPADRE !!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
VINIL, UMA FEBRE QUE NUNCA BAIXA
A TEMPERATURA CONTINUA SUBINDO EM RELAÇÃO AOS VINILS DO ROOTS REGGAE /// CAÇADOS E ENCAIXOTADOS PARA SEREM DETONADOS NAS FESTAÇAS E VIBES ROOTS DA JAMAICA BRASILEIRA, NOS INTERIOR DO ESTADO, E ALÉM FRONTEIRA PARA ALEGRIA E FELICIDADE GERAL DA MASSA REGUEIRA NOS QUATRO CANTOS DO PLAN PLAN /// O BLOG REGGAE DE PRIMEIRA PARABENIZA TODOS OS BÁRES, COLECIONADORES DE VINIL, TODAS AS EQUIPES DE VINIL QUE REALMENTE FAZEM UM TRABALHO ESPETACULAR PARA MANTER ESSE MOVIMENTO ROOTS REGGAE EM ALTA /// VOCES SÃO OS GRANDES HEROIS DESTA HISTÓRIA DA NOSSA JAMAICA BRASILEIRA /// ATÉ PORQUE QUANDO TUDO PARECIA PERDIDO, ONDE TODOS OS TRAÍRAS SE BANDIARAM PARA O LADO DO BATE-LATAS E EU DISSE TODOS E ASSINO EM BAIXO, FORAM VOCES QUE SEGURARAM A PETECA ROOTS E NÃO DEIXARAM CAIR /// A TODOS MEUS RESPEITOS, MEU CARINHO E CONTE COM O NOSSO BLOG PARA O QUE DER E VIER /// E PODEM USAR A MINHA MÁXIMA DIZENDO ''A SEUQÊNCIA É DO VINIL'' PODE VIR PODE CHEGAR /// APERFEIÇOEM-SE NAS SEQUÊNCIAS, INVISTAM EM COISAS NOVAS E O RESTO VOCES ESTÃO NO TOPO DO TOP OK ? PARABÉNS A TODOS /// JAH BLESS.
FAÇO QUESTÃO DE COLOCAR A FOTO COM A LOGOMARCA DO REGGAE TOTAL PELA CREDIBILIDADE E PELO SUCESSO DA FESTA DE QUATRO ANOS DO SEU SITE POR SINAL LIDER DE AUDIÊNCIA NA NET /// PARABÉNS LOURENÇO E TODA SUA EQUIPE PESADA PELO APOIO E SUCESSO COM TODA A MASSA REGUEIRA OK ? E AGUARDEM TODAS AS FOTOS DO EVENTOS QUE PRONTAMENTE EXIBIREMOS EM NOSSO BLOG /// ABRAÇOS A TODOS QUE COMPARECERAM NESTE MARAVILHOSO EVENTO. NOSSO BLOG ESTÁ DE OLHO OK ?
ESTAMOS TODA QUARTA-FEIRA NO ''BAR DA MARIA'' (ANTIGO BAR DO PORTO), COM O MELHOR DO ROOTS REGGAE DAS ANTIGAS E OS ROOTS DA ATUALIDADE /// SELECKTAH E NETURBO DETONANDO TODAS AS PEDRAS DE RESPONSA E MUITOS CONVIDADOS ESPECIAIS /// ''BAR DA MARIA'' O POINT MAIS ROOTS DA ILHA /// ESPERAMOS VOCE POR LÁ /// O HORÁRIO E DE 18h00 ÀS 00h00 ///
ESTAMOS NA SEXTA-FEIRA NO ESPAÇO CULTURAL ''CATARINA MINA'' NO REVIVER /// PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DJ NETURBO ONDE A SEQUÊNCIA É ROOTS E O REGGAE É DE PRIMEIRA /// PASSE POR LÁ E CONFIRA, O ROOTS AGRADECE.
OLA RAPAZIADA DO ROOTS REGGAE, ESTAMOS DE VOLTA AGORA COM FORÇA TOTAL, PARA INFORMAR TUDO SOBRE O QUE ROLA NO MUNDO ROOTS, COM MUSICAS, FATOS DE TODAS AS FORMAS DIFERENCIADA DE DIVULGAR COM MUITA SERIEDADE /// FELICIDADES A TODOS E MAIS DO QUE NUNCA O ROOTS ESTÁ MAIS VIVO E FORTE /// PARABÉNS A NÓS AMANTES DESTE RITMO CONTAGIANTE.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
REGGAE: A EXPRESSÃO DO MARANHÃO
O reggae, nascido da confluência de ritmos africanos e caribenhos, ressoa entre a população negra da periferia de São Luís e cria laços de identidade entre essa população, ao aproximar-se ritmicamente de outras manifestações maranhenses, como o tambor de criola, o bumba meu boi, a dança do lelê e outras que se somam e fazem de São Luís a Capital Brasileira do Reggae.
Assim identificado, o reggae foi ganhando cores locais que o diferenciam não só do reggae jamaicano como também do ouvido e dançando em outras capitais brasileiras como Fortaleza, onde predomina o reggae feito por bandas, e Salvador, onde o reggae é apresentado principalmente nos bares. Aqui, diferentemente de outras localidades, o reggae é
dançado aos pares, ou melhor, é dançado agarradinho em uma coreografia
sensual que mescla movimentos característicos do merengue, do bolero e
do forró.
SUAS ORIGENS E HISTÓRIAS
Muitas são as versões da chegada do reggae a São Luís. Contadas por donos de radiolas, colecionadores, discotecários, dançarinos e locutores de programas de reggae, essas diferentes versões apontam a boa acolhida do ritmo em terras maranhenses já na primeira metade da década de 1970.
Acredita-se que esse estilo musical tenha penetrado em
terras maranhenses por meio do Porto do Itaqui em São Luís e em
Cururupu, na Baixada Maranhense, sendo trazida por marinheiros oriundos
da Guiana francesa, que trocavam os antigos discos por mercadorias com
os moradores da região. Outra versão credita ao intercâmbio entre os
diversos radioamadores do Maranhão,
que possuíam contatos com rádios amadoras de outras localidades da
América, o que segundo essa versão popularizou este estilo de música.
Ainda há quem diga que o sucesso do ritmo jamaicano aportou no nosso
Estado, tendo como porta de entrada a capital paraense, devido a
proximidade desta com as ilhas caribenhas. Ao certo não se sabe qual
destas versões é a “verdadeira”, no entanto, é notório que o ritmo caribenho chegou ao Estado do Maranhão para
ficar e se eternizar nas batidas lentas e cadenciados de um estilo
próprio de se dançar e de se curtir este som tão maranhense como o Reggae.
LINGUAGEM PARTICULAR DO REGGAE MARANHENSE
A massa regueira maranhense utiliza-se de uma linguagem bem particular. Assim, no universo do reggae maranhense palavras e expressões se (re)inventam e ganham novos sentidos que brotam das vivências, da visão de mundo, dos valores e do fazer da gente do reggae.
Fazem parte desse universo, numerosas palavras e expressões. Mini dicionário do Reggae Maranhense
Bater Bem: Diz-se da radiola que tem um bom grave, um som de qualidade;
Bolachão: Disco grande de vinil de 33 rpm; Bolachinha: Disco pequeno de
vinil de 33 a 45 rpm; Caber na (Minha) Pontuação: Expressão usada pelo
regueiro para monstrar que está interessado em alguma garota; Carimbar:
Colocar uma vinheta ou um prefixo em uma música, com o nome de uma dada radiola ou programa de reggae;
Cintura Dura: Regueiro que dança mal; Cirurgião: Regueiro responsável
pelo corte, pela retirada das vinhetas ou prefixos das músicas
carimbadas, para que estas pareçam originais. Chama-se também de
tesoura; Dar Roça: Festa que é um fracasso, um fiasco; Estar(ta) no Pano: Um regueiro muito arrumado; Magnata: Alguém importante no mundo empresarial do reggae; Massa Regueira: Pessoas que gostam do reggae, que freqüentam os espaços do movimento regueiro.
Também conhecido como galera das pedras, nação regueira; Melô: Redução da palavra melodia usada para referir-se a um reggae; Passar o Pano: Quando o regueiro vai a festa apenas para sentir o clima, dar uma "olhadinha"; Pedra, Pedrada: Um reggae bom, envolvente; Pedra do Fundo do Baú: Um reggae muito antigo, clássico; Radioleiro: Proprietário de Radiola; Seqüência: Serie de reggaes tocados um após o outro, pelos dj’s.
CASAS DE REGGAE “PICOS DE RESPONSA”
O que não falta em São Luís são ótimos lugares para se dançar e apreciar um bom reggae, ou como se diz no Maranhão “um reggae de responsa”. São diversos os lugares que toccam o ritmo envolvente do reggae maranhense.
Tendo como o Centro Histórico e a área praiana de São Luís as
principais áreas, destacando-se as praias da Ponta d’ Areia, São Marcos e
Calhau, como seus principais redutos, além do bairro da Liberdade, que
mantem viva a cultura da “Nação Regueira”.
Principais Locais
ROOTS BAR
Localizado em um dos casarões do Centro Histórico, o Roots Bar oferece todas as sextas, festas de reggae comandadas por DJ’s renomados e animados ao som dos paredões das radiolas. O estilo predominante é o reggae roots, música cadenciada e romântica que torna o local ótimo para quem quer dançar ou apreciar o reggae à
moda ludovicense, ou seja, bem coladinho. End: Rua da Palma, nº 85,
Centro. Tel: (98)3221-7580. Horário de Funcionamento: Todas as sextas a
partir das 21h.
CHAMA MARÉ
Localizado na Praia da Ponta d’ Areia, com uma belíssima vista para o mar, perfeito para apreciar o por do sol no fim das tarde. No Chama Maré, além da seqüência musical de reggae e
de outras musicas caribenhas como a salsa e o merengue, tem
apresentação de grupos de Tambor de Criola, dançadas por mulheres e
tocadas por homens (dança de origem africana, ainda muito presente no Maranhão)
End: Av. São Marcos, n° 8, Ponta D’Areia Tel: (98)8869-1903/8125-2423.
Horário de Funcionamento: Aos domingos, a partir das 17h.
BAR DO NELSON
Localizado na praia do Calhau o Bar do Nelson é um dos principais
points da juventude regueira de São Luís, com garantia de animação e
muito agito. A sequencia musical alterna Dj’s e bandas locais. O Bar
frequentemente é palco para shows de bandas reconhecidas nacional e
internacionalmente. End: Av. Litorânea, n° 135, Calhau Tel:
(98)3226-4191/8803-7218. Horário de Funcionamento: Aos sábados, a partir
das 0h.
CREÓLE BAR
Tendo como cenário o complexo de lazer a Lagoa da
Jansen, o Creóle Bar, está localizado na Praia da Ponta d’ Areia, o
espaço oferece ambientes para dançar, conversar e show de cantores renomados no Maranhão. Dentre várias opções musicais, a casa dedica as sextas feiras ao reggae. No local, além de ouvir reggae e
apreciar a vista da Lagoa da Jansen, podemos degustar deliciosos pratos
típicos e variados tipos de bebidas. End: Rua 27,n°01, Ponta D’ Areia
Tel: (98)3227-3940/9125-5574. Horário de Funcionamento: As sextas a
partir da 21h.
Fonte: Guia Turístico do Reggae de São Luís - Secretaria Municipal de Turismo de São Luís/ Setur (2008)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
JAMÁICA
MACONHA - (CANNABIS SATIVA)
Ganja, marijuana, cannabis,
maconha, pango ou diamba é uma erva medicinal milenar usada pelos
Rastas, não para diversão ou prazer, mas sim para limpeza e purificação
em rituais controlados. Alguns Rastas escolhem não a usar. Muitos
sustentam o seu uso através de Génesis 1:29: "E disse Deus: Eis que vos
tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a
terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para
mantimento."
O início
Os primeiros registros de uso de
Cannabis pelo homem foram encontrados num compêndio de medicina chinesa
da época do Imperador Shen Nung, e datam de 2737 a.C. O interesse,
portanto, nas propriedades psíquicas provocadas pelas preparações da
cannabis fazem parte da história do homem há muito tempo. A química da
cannabis é extremamente complexa e ainda não está perfeitamente
compreendida. Em 1940 foram descobertos vários isômeros do
tetrahidrocannabinol e o delta-9 THC, sintetizado pela primeira vez, foi
considerado o princípio ativo primário.Contudo, os efeitos desta droga
sofrem influência de outros componentes ainda em estudo, da forma como é
administrada, e até de fatores ambientais onde é consumida.
Você sabia que...
-
... você precisa de 3.800 baseados para ter uma overdose ??
-
... aquela sensação que você sente de "anestesia" ,nada mais é que um efeito natural da Cannabis, que era usada antigamente como anestésico??
-
... o THC se concentra principalmente nas fibras do caule e dos galhos mais grossos, e nas raízes e nas sementes não há substâncias ativas??
-
... Diversos alimentos podem ser fabricados com a polpa das folhas e brotos. Entre eles, o queijo?? ... Xampus e cremes faciais são feitos com cânhamo pelos Suiços??
-
... existem vários jeitos de chegar aos efeitos da maconha. Um é engolindo-a, outro fumando-a. Muitos fumam com Cachimbos outros com os Boeings. O lado ruim de engolí-la é que você precisa de uma dose maior, o lado bom é que o efeito é mais duradouro.
-
... Na Inglaterra, até saquinhos de chá e formulários de justiça são feitos com o papel do cânhamo??
-
... o nosso corpo possui THC ??? E outra que não deixa o THC agir, quando você fuma, altera o equilíbrio !
Nomes dados para a Maconha
Nacionais-Maconha,
Bainha de Schawann, Liamba, Haxixe, Diamba, Chaura, Jerer, Ganja,
Marijuana, Verdinha, Vela, Jacuzinha, Peste, Capim, Bagulho, Kaya,
Maluquinha, Erva, Coisa, Baseado, Fino, Fininho, Finório, Baura, Cabeça
de Nêgo, Pasto, Grama, Neguinho, Xavasca, Guajubira, Bomba, Danada,
Pacau, Charão, Maluca, Fumo, Coisinha Boa, Dauras, Dar um 2, Camarão,
Xibaba, Caroço, Jasco, Chamarrismado, Prensado, Brown, Finoli , Dom
Peponi , Bob Marley , Charuto , Paulada , Tapão , Lado , Techinho , Breu
, Beque, Banza, Charro, Dar um tapa, Xibiu, ...
Internacionais-Pot,
Grass,Weed, Bud, Jay, Reefer, Joint, Ganja, Herb, Dope, Smoke, Boo Ya,
Red Hair, Chronic, The Green, The Kind, Mary Jane, Skunk, Sens, Thai
Sticks, Hash, Hashish, Mowie Wowie, J, Hooter, Toke,Yesca, Budah,
Bionic, Shwag, Indica, Mex, Herbage, Doobage, Wacky Tobacky, Hemp, THC,
Indo, Homegrown, Doobie, Cannabis, Sativa, Indica, Pipe, Pipes, Joint,
Bong, Ghanja, Wacky Tabacci, Phunky Bhudda, Funky Bhudda, Marihuana,
Funny Stuff..
O ROOTS NÃO MORREU APESAR DE TUDO
Reggae, forma musical
contemporânea da Jamaica. As origens deste estilo encontram-se no mento,
uma combinação de tradições folclóricas africanas com o jazz, o gospel e
o calipso, que chegaram ao país nos anos 1940. Na década seguinte, a
influência das estações de rádio de rhythm and blues norte-americanas,
principalmente as de Nova Orleans, levou os músicos jamaicanos a
experimentar novos padrões na bateria e no baixo. Este estilo sempre em
evolução tornou-se conhecido, nos anos 1960, como ska (ver Música
afro-americana) e foi representado por artistas como Prince Buster e The
Skatalites. Em 1966, o ritmo já havia se transformado em uma forma mais
melodiosa, denominada rocksteady, que, mais tarde, deu lugar ao reggae.
O sucesso Do the Reggay (1968), do grupo The Maytals, marcou uma das
primeiras aparições do termo em uma canção. O reggae alterou os padrões
tradicionais do rock, ao permitir que a guitarra assumisse um papel
importante na marcação do ritmo, com acordes freqüentes nos tempos
fracos, enquanto normalmente cabia ao baixo a execução de padrões
melódicos. Jimmy Cliff foi o primeiro astro internacional do reggae, o
que se deveu, em grande parte, à sua atuação em The Harder they Come
(1972), vivendo uma das personagens principais, e à trilha sonora deste
filme, que estourou nas paradas sucesso e cuja canção principal e
homônima era cantada por ele. Logo depois, Bob Marley tornou-se o
artista do gênero com o maior número de produções, unindo melodias
influenciadas pelo estilo soul a letras vociferantes. Sua música era
caracterizada pelo rastafari, uma mistura de misticismo bíblico e
consciência afro-caribenha. Marley e muitos outros músicos jamaicanos
cantaram sobre o libertar-se da opressão e a luta por seus direitos, ao
mesmo tempo em que advogavam o uso da maconha como um sacramento
RELIGIOSO. Esta crença conseguiu o reconhecimento popular com o álbum
Natty Dread (1975). Quando Marley faleceu devido a um câncer, em 1981,
ele e sua banda, The Wailers, já recebiam mundialmente o respeito do
público pelas suas canções pop, marcadas por um forte espiritualismo. O
som do reggae continuou a ser reinventado dentro dos estúdios por
músicos inovadores como Lee Perry e King Tubby, que usaram efeitos de
eco e atraso para criar um som que é conhecido como dub. DJs
(disc-jóqueis) como U Roy e I Roy começaram a falar em cima das
gravações, um estilo que passou a ser denominado toasting. Grupos vocais
como Culture e The Abyssinians combinaram harmonias ricas com profundas
meditações religiosas. Na década de 1980, o reggae popularizou-se com a
voz baixa de artistas como Gregory Isaacs. Com Under me Sleng Teng
(1985), de Wayne Smith, surgiu uma nova forma dessa música, com
acompanhamento eletrônico, que ficou conhecida como raggamuffin ou,
simplesmente, ragga. O estilo rude de Shabba Ranks concedeu-lhe dois
prêmios Grammy (1991 e 1992) e astros do rock como Eric Clapton, Paul
Simon e The Police fizeram uso do reggae em seus trabalhos.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
ETERNA TRIBO, SEMPRE TRIBO
| A história da banda Tribo de Jah inicio-se na
Escola de Cegos do Maranhão onde se conheceram os quatro músicos cegos e
um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho), lugar em que
viviam em regime de internato, começaram a desenvolver o gosto pela
música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes.
Posteriormente passaram a realizar shows nos bailes populares da capital
(São Luiz) e outras cidades do interior do estado fazendo covers de
seresta, reggae e lambada. Foi neste momento que surgiu o radialista Fauzi Beydoun, nascido em São Paulo, filho de italianos com libaneses, que já havia morado quatro anos na Costa do Marfim (África), grande aficionado pela cultura reggae a qual era efervescente em São Luis nos anos 80, e que se tornou um fenômeno quase inexplicável nas terras brasileiras do Maranhão, invadindo inicialmente os guetos para depois tomar toda cidade, o interior do estado e até os estados vizinhos. O reggae viria marcar profundamente a já tão forte e original cultura maranhense, contestado por uma minoria de intelectuais conservadores e abraçado pela grande massa, que através desse estilo musical originaria o título de "JAMAICA BRASILEIRA" à capital do Maranhão. Centenas de clubes de reggae com suas "radiolas" (potentes equipamentos de som que se encarregavam de divulgar o ritmo quando ainda não era tocado nas rádios) e depois diversos programas de rádios que finalmente viriam aderir o mesmo em busca de audiência justificariam largamente o título conquistado. Foi neste cenário que a Tribo de Jah deu a partida para difundir o seu reggae roots até os ossos, com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tão pouco informava e os jornais faziam vistas grossas. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional. Passados dez anos de trabalho com direito a uma escala no principal palco do reggae mundial (REGGAE SUNSPLASH FESTIVAL - JAMAICA 95), após ter se apresentado nos quatro cantos do país (de Belém a Porto Alegre, passando pelo Canecão e Metropolitam - Rio, Palace e Olimpia - São Paulo) e alguns pontos internacionais (Buenos Aires - Argentina, Caiena - Guiana Francesa, além de shows na Europa em paises como a França e Itália) denotam o momento muito especial no caminho que a Tribo de Jah vem trilhando para um inevitável reconhecimento de seu trabalho tanto no Brasil como no exterior. |
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